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Fui preso em flagrante.
E agora?

Dr. Manuel Bandeira Ago 2026 5 min de leitura
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Os primeiros minutos depois de uma prisão em flagrante são os mais confusos — e também os mais decisivos. É nesse momento, muitas vezes de madrugada, que a maioria das pessoas comete erros que vão complicar a defesa nas semanas seguintes.

Não existe roteiro perfeito para um momento desses. Mas existem princípios simples que protegem você até que um advogado chegue — e que valem tanto para o preso quanto para a família que recebe a notícia.

O direito ao silêncio não é fraqueza

A Constituição garante que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Na prática, isso significa: você pode — e muitas vezes deve — permanecer em silêncio até falar com um advogado. Explicar, justificar ou "esclarecer tudo de uma vez" para a polícia raramente ajuda; geralmente cria versões que depois viram contradição no processo.

Silêncio não é confissão de culpa. É exercício de um direito que existe exatamente para proteger quem está sob pressão, com medo e sem tempo para pensar com calma.

O que fazer nas primeiras horas

Nenhuma dessas medidas depende de conhecimento jurídico prévio. Depende apenas de manter a calma o suficiente para não abrir mão de direitos básicos no momento mais vulnerável.

A defesa de um flagrante começa antes da primeira audiência. Começa no minuto em que o advogado é chamado.

Se você ou alguém da sua família está enfrentando uma prisão em flagrante agora, não espere. Procure orientação jurídica imediatamente.

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Dr. Manuel Bandeira

Advogado criminalista, pós-graduado em Direito Penal pela FGV. Conheça a trajetória →

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